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Quem Tem Medo do Escuro

Publicado em Sexta-feira, Abril 9th, 2010 e guardado sob Nuno Miguel Prates. Pode seguir todas as respostas a este post pelo RSS 2.0 feed. Pode deixar uma resposta, ou um trackback a partir do seu site.

Pelas contas de um ilustre cronista da nossa praça, Portugal foi três vezes capa da prestigiada revista norte-americana Time. A primeira, foi por culpa de Salazar e da longa ditadura fascista que nos fez corar de vergonha. A segunda, por culpa do Otelo e do não menos vergonhoso PREC e a terceira, por culpa dos indecorosos bordéis de Bragança. O que este literato não sabe é que a haver uma quarta, só pode ser mesmo pela situação singularíssima em que Montargil se encontra. Tem o mérito de produzir energia mas tem-na à míngua. Não é por ser má-língua!… Sempre foi assim!

Quem nunca ficou com uma matrafona nos braços, no baile dos aventais ou numa série à inglesa no baile da pinha, depois de um apagão? Quantas vezes não passámos semanas de abstinência desregrada, à espera daquele jogo especial da Taça dos Clubes Campeões Europeus, da Taça dos Vencedores de Taças, da Taça UEFA ou da Selecção Nacional e chegados ao dia, cheios de energia, embebedamo-nos sem queimar uma única caloria a esmurrar a mesa ou de goela aberta a chamar urso ao árbitro, por falta de imagem no televisor? [Ai que dor!]

Mais recentemente, nunca sabemos se andamos com a barba meia feita se meia-desfeita. É um pincel.

O sexo oposto, esse então, tem razões de sobra para se indignar. Passam o ano inteiro a jejuar e a queimar calorias que nem uma malucas. Chegado o Verão, correm o risco de ficar de toalha à cintura debaixo dum chaparro, à beira da barragem, só com meia axila, meia perna ou meia virilha depilada. Infelizmente o último grito da Braun ou da Veet não trabalha a pilhas. Se no campo desportivo a coisa foi acautelada com um relvado sintético, noutros campos, o corta relvas eléctrico dá-nos água pela barba!

Já  chega!… Alguém que mexa nisto! O dr. Mexia, podia mexer mas não mexe. Com tantos milhões em ordenados e em prémios de desempenho, já que não nos quer ressarcir dos prejuízos morais e faz questão de ignorar os materiais, podia, pelo menos, fazer-nos chegar as tão apregoadas energias renováveis, já que com as tradicionais quem se lixa, mais uma vez, é o mexilhão.

    E de maneira que é assim!


    Nuno Miguel Prates - Abril de 2010

    escuro

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